Celso poderia ser o Super-Homem. Ele é jornalista como o último filho de Krypton. Clark Kent tem Pequenópolis, ele tem Guareí. Kent se mudou para Metrópolis para tentar a vida, Celso transportou suas tralhas para Sorocaba. Os dois são caipiras e têm pais corujas. Lois Lane é esposa e melhor amiga do herói, e Tatiana acumula as funções de melhor amiga e namorada de Celso. Os dois gostam de Histórias em Quadrinhos, um do lado de dentro, o outro do lado de fora. Os dois são muito modestos. O Super tem Krypto, o supercão, e Celso tem Mefisto, o supergato. Celso só não tem visão de raios-X. Ninguém é perfeito.
Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido sempre um homem que busca, mas já agora não busco mais nas estrelas e nos livros: começo a ouvir os ensinamentos que meu sangue murmura em mim. Não é agradável a minha história, não é suave e harmoniosa como as histórias inventadas; sabe a insensatez e a confusão, a loucura e o sonho, como a vida de todos os homens que já não querem mais mentir a si mesmos. (Demian, Hermann Hesse)
Créditos
Tenho dito:
É melhor queimar do que apagar aos poucos. (Kurt Cobain)
Quinta-feira, Fevereiro 27, 2003
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12:33:21 PM
Estou indo hoje à tarde (no ônibus das 17h00 para Itapetininga) para Sorocaba, pq amanhã tem atribuição às 9h00 e, se eu deixar pra ir amanhã às 6h00, não chego a tempo. Tudo bem que não vai começar por mim, mas, dada a atual conjuntura, prefiro não arriscar a "comer barriga".
À noite, vou à Monteiro Lobato dar minhas duas aulinhas restantes - sexta-feira de carnaval; será que vou ter muitos alunos? - e volto para Guareí apenas na manhã do sábado de carnaval.
Até lá.
Sua Excelência o prefeito de Guareí, Luiz Gonzaga "Zaga", ordenou que seus funcionários pintassem o meio fio de todas as ruas centrais da cidade, incluindo também o meio fio em torno da praça da Matriz.
Trabalho primorosíssimo, executado com diligência pelos funcionários da prefeitura, que realizaram a pintura com cal de primeiríssima qualidade.
O resultado é uma verdadeira obra de arte ao ar livre. Venham todos conhecer Guareí, que está prestes a comemorar aniversário, no dia 16 próximo. O lema da cidade é "Rumo ao turismo", e é fácil descobrir a razão, já que as autoridades municipais se mostram tão interessadas em embelezar nossa cidade.
Isso me fez lembrar aquela piada em que o português se chamava Joaquim Bosta e foi até o cartório pra mudar de nome. E mudou; passou a se chamar Manuel Bosta.
A simpática coordenadora pedagógica da minha nova escola, a Monteiro Lobato, não se chama "Zurça", como eu acreditava, mas sim Zurssa. Eu sei que esse nome contraria todas as regras da gramática e do bom senso, mas fazer o quê?! Os pais dessa moça deveriam estar de mal com a vida no dia em que foram registrá-la, e o tabelião devia estar bêbado...
Usando uma expressão muito em voga hoje em dia: ninguém merece.
Esse povo só judia de mim. Minhas quatro aulinhas semanais eram na sexta-feira; pois não é que mudaram meu horário? Agora são duas na segunda e duas na sexta. Então eu fui ontem à tarde pra Sorocaba e voltei hoje de manhã, pq eu não vou ficar lá até o final da semana à toa. Nisso, lá se vão R$25 de passagem... então, tipo, eu tô pagando pra dar aula.
Ainda bem que tem atribuição na sexta. Aliás, a atribuição era pra ter acontecido na sexta passada (dia 21). Não tô falando que esse povo só judia de mim. Nada de salário em fevereiro, nem em março. Legal.
Dormimos das seis da manhã ao meio-dia. Tomamos café e saímos por volta da uma. Paramos em um posto pra comer alguma coisa e, antes das quatro, estávamos de volta a Guareí. A Andressa ainda teve de pegar mais meia hora de estrada até Itapetininga.
O baile de formatura estava bem legal. Só pra você ter uma idéia, quando saímos do salão, já estava amanhecendo. Nenhum de nós levara relógio, portanto não tínhamos noção de quanto tempo se passara.
Dançamos a noite toda. No final do baile, acabou saindo uma briga, mas que não chegou realmente a atrapalhar.
Legal foi uma hora, quase no fim do baile. A Tata me falou: "Nossa, parece que ele tá cantando 'drento'!". A música já estava no fim, mas prestei atenção. O cantor disparou: "No fundo dos meus olhos, pra drento da memória...". E, em seguida: "Agora só vocês: 'Pra drento...'". Foi foda.
Conforme havíamos combinado, cheguei sábado de manhã à rodoviária de Itapetininga e liguei pra Andressa. Ela foi me buscar e tomamos café com os pais dela. E também com uma priminha dela, belezinha.
Viemos pra cá, xingando o prefeito de Guareí a cada buraco na estrada (quem já passou pela estrada Itapetininga-Guareí sabe que ela já está parecendo o percurso Paris-Dakar; então fica fácil adivinhar que sua excelência foi muito xingada).
Chegamos, peguei minhas coisas e fomos. Bom, quase. Tivemos de voltar antes que tivéssemos saído da cidade, pq aconteceu um pequeno contratempo. Estávamos mais ou menos na altura do cemitério quando passou por nós o ônibus vindo de Porangaba.
Antes de sairmos, a Tata disse que ia no banco de trás. Perguntei se ela não queria que eu fosse, mas ela insistiu. "Tudo bem, então", concordei. Como eu ia dizendo, passava por nós o ônibus vindo de Porangaba. Só que havia chovido. E, também como já disse, a cidade está cheia de buracos. Que, com a chuva, se transformam em poças. Algumas delas gigantescas, verdadeiras crateras. E foi exatamente em uma dessas que uma das rodas do ônibus caiu. E jogou lama em nós.
Antes de sair de Itapetininga, a Andressa reclamara que seu carro estava muito sujo, e tal. Ela ficara feliz, portanto, quando o frentista do posto em que a gente abasteceu se ofereceu pra lavar o pára-brisa e tal. Só que meio que foi tempo perdido.
A quantidade de lama foi tanta que sujou até o teto do carro. E, bom, estava muito calor, e as janelas estavam abertas. Logo, não foi só a lataria que foi atingida pelo barro.
"Ah! AAHH!!", gritou Andressa, ao ser atingida em cheio no rosto por uma verdadeira "onda" de lama. Com a Tata, que estava no banco de trás, não foi diferente. Parecia que ela tinha enfiado o rosto em uma bacia cheia de lama. Eu, por causa do ângulo em que a lama invadira o carro, não fui acertado. Só dois respingos no braço, quase imperceptíveis.
Andressa, os óculos escuros marrons de lama, ainda não se decidira entre o riso e o choro. Tata tinha uma expressão atônita, perplexa, mas logo caiu na risada. Eu quase tive um ataque de tanto rir. O funcionário da companhia de energia elétrica, que passava por perto, tentou, sem sucesso, disfarçar o riso.
Estacionamos e, após algum tempo, voltamos à casa da Tata, pras meninas se "recomporem". Quase que ambas perderam a chapinha que haviam feito.
Eu sei que eu tinha de ter tirado uma foto, mas e elas deixaram? Depois as duas até concordaram que seria legal ter registrado esse "acontecimento", mas na hora quase me surraram por eu ter proposto tirar uma foto.
Joguei dois baldes de água no carro e, finalmente, partimos.
Amanhã estou indo pra Sorocaba pra dar as minhas quatro aulinhas semanais. A nova atribuição seria amanhã, mas a Diretoria (Delegacia) de Ensino a postergou para a próxima sexta (28). Então, paciência.
No sábado de manhã, vou me encontrar com a Andressa na rodoviária de Itapetininga pra gente vir até Guareí e daqui partiremos pra Bauru, pra prestigiar a formatura da nossa amiga Rafaela.
Vai ser legal, primeiro pq é festa de uma amiga, e depois pq faz dois anos que não vou à "Cidade sem Limites", desde a minha própria formatura.
Ei, essa novelinha nova, "Laços de Família 2", começou apelando, não? É gente pelada todo dia!
Também, pra recuperar o estrago que Esperança fez na audiência das novelas globais, só mesmo com muito sexo.
A comédia Eles só pensam naquilo! é a história de três "garanhões" que encontram uma garota que faz com eles exatamente o que eles estão acostumados a fazer com as mulheres: usa-os. Ou melhor, domina-os (o título original, Whipped, significa algo como "dominados").
Os homens realmente não gostam de encontrar uma garota que tenha hábitos tipicamente "masculinos". Eles se sentem acuados. Mas nós nos esquecemos que existem muitas mulheres tão "desencanadas" quanto a maioria dos homens com relação a sexo e quetais.
Amanda Peet (do totalmente esquecível Meu Vizinho Mafioso) é a Femme Fatale (desculpe, de Palma) que sai com os três amigos ao mesmo tempo e acaba inevitavelmente jogando-os um contra o outro. Na capa da fita está escrito: "Peet tem um charme que lembra Julia Roberts...". Aí é que está o problema. Não acho nada na "linda mulher". Amanda também não me convenceu.
Há também um "quarto mosqueteiro": um dos amigos, que se casou e agora é motivo de escárnio para os outros três. A maior parte dos (poucos) momentos engraçados do filme fica por conta deste personagem.
O "amigo casado" tem o hábito de ler a Cosmopolitan (que aqui no Brasil é conhecida como Nova). Eu também leio a Nova sempre que tenho a oportunidade. Pra saber "do que as mulheres gostam". Mas esse já é outro filme.
Moral da história: o feitiço às vezes se vira contra o feiticeiro.
Hoje fiz uma coisa que não fazia há muito tempo: observei o céu com meu telescópio. Aproveitei um intervalo entre uma chuva e outra, o céu abriu e as estrelas apareceram, junto com uma majestosa Lua cheia. Sensacional.
Eu era, até ontem, provavelmente a única pessoa que ainda não tinha assistido a A Vida é Bela. Vou dizer a razão. É que eu não gosto do Benigni. Não vou com a cara daquele arremedo de Didi Mocó. E fiquei bastante ressentido de ele ter tirado o Oscar de Central do Brasil. Não gostei também do circo que ele armou quando foi receber o Oscar.
Em suma: preconceito. Mas ontem, bom, ontem o filme passou na tevê aberta, não ia pagar nada mesmo, então assisti.
O fato é que eu gostei. Não é o filme, mas eu gostei. Tenho de admitir que o Benigni sabe contar uma história. A maneira como Guido, seu personagem, erigiu o mundo de fantasia que ele usou como um escudo em torno de seu filho para poupá-lo do horror do holocausto é tocante e surpreendente.
Mas eu continuo a sustentar minha opinião de que Benigni não sabe atuar. Explico: é que parece que todos os seus personagens são o mesmo, em todos os seus filmes. Benigni sabe representar muito bem apenas um papel: o de Roberto Benigni.
Moral da história: o amor protegerá e salvará você.
Calvin - Eu decidi parar de me preocupar com tudo.
Se você se preocupa acaba vivendo frustrado. Se não se preocupa, nada disso acontece e você nunca se incomoda.
De agora em diante, o meu lema é: que se dane!!
Haroldo - Esse lema é meio forte.
Calvin - Que se dane!!
Se sobrevivermos, nossa época ficará famosa por duas razões: o momento perigoso de adolescência tecnológica que dirigimos para evitar a autodestruição e por ser a época em que iniciamos nossa viagem às estrelas.
A escolha é rígida e irônica. As mesmas torres de lançamento de foguetes utilizados para lançar as sondas aos planetas são suspensas para enviar ogivas nucleares às nações. (...) Se utilizarmos essas tecnologias para nos destruirmos, certamente não nos aventuraremos aos planetas e estrelas.
(...) Nossas lealdades são para com a espécie e com o planeta. Nós respondemos pela Terra. Nossa obrigação quanto à sobrevivência é devida não somente a nós mesmos, mas também a esse Cosmos, antigo e vasto, do qual surgimos. [Cosmos (1980), Carl Sagan]
Recebi por e-mail as famigeradas fotos da mulher esquartejada pelo médico-monstro Farah. Deus do céu. São algumas das imagens mais horríveis que eu já vi na vida. O cara é completamente insano de fazer um negócio desses. Jack, o Estripador se orgulharia dele.
Não adianta nem pedir pra eu postar as fotos aqui, mesmo pq já me arrependi de tê-las visto e já as apaguei do meu pecê. Até por uma questão de respeito para com a vítima, que merecia destino melhor do que ter as imagens de seu corpo esquartejado jogadas aos quatro ventos na internet. Quem divulgou estas fotos tinha de ser punido.
Dia desses vimos o vídeo da ultrassonografia do Theo. Confesso que minha primeira reação foi falar como o Chandler, quando viu o ultrassom do Ben: "Eu não sei o que é, mas parece que vai atacar a Enterprise". Mas, depois de algum tempo, você acaba pegando o jeito, treinando o olhar, e aquelas imagens, que a princípio parecem as de uma tevê fora do ar, começam a adquirir sentido. Você começa a distinguir silhuetas. Em dado momento, é possível vê-lo chupando o dedinho. Chupando o dedo! Achei o maior barato. Dizem que muitas mulheres desistem de abortar ao ver o ultrassom de seus filhos.
Infelizmente, o Haloscan (sistema de comentários) não está funcionando. Mas quero lembrar aos caros leitores que vocês sempre podem me mandar um e-mail. Feedback sempre é importante.
Devia ter saído sábado. É que estavam por aqui Bárbara & Cristiano e Aline & Renê, amigos que não vejo há um tempão. Bosta Droga. Queria ter botado a conversa em dia com eles, mas fica pra próxima.
No sábado fui à casa da Ísis e conversamos bastante. A mãe dela, Lurdinha, fez uns pasteizinhos deliciosos pra gente comer (Fabrício, morra de inveja!). Acabei ficando lá até nove e pouco. Daí vim embora e bateu a maior preguiça de sair.
A foto abaixo me foi enviada pelo Cristianinho, o mais novo leitor do PDNF (graças à Paula!). Achei bem legal, ainda mais que o gato é igualzinho ao meu, o Mefisto.
Agora que a Sabrina posou para a Playboy, as fotos da extinta revista Putz! se tornaram "obsoletas". Mas, se você for "saudosista" e quiser ver a Sabrina pré-BBB (e sem a pinta na testa!), posto novamente as fotos abaixo.
Clique nos thumbnails para ver as fotos em tamanho maior.
Esse Brasilzão é mesmo um canteiro de loucos (não é mesmo. Ricardo?).
Falo daquele lance de cotas para negros em universidades. É o racismo institucionalizado. "Vai lá, negão, você não consegue mesmo passar no vestibular, então a gente te deixa entrar na faculdade, de dó".
Daí, os caras começaram a se aproveitar. Tem carinha loiro de olho azul se declarando negro pra poder entrar na manha na faculdade. "Minha bisavó é negra", disse um desses carinhas no jornal, dia desses. Rá, rá!!
E tem um outro pessoal que inverteu tudo. A turminha WASP (White, Anglo-Saxon and Protestant, "Branca, Anglo-Saxã e Protestante") diz que não pode ser discriminada por ser branca e/ou estudar em escola particular. Ai, ai...
Quer saber? Bem feito. Quem mandou esse pessoal aceitar um troço absurdo como esse lance das cotas?
Será que eles vão sair com uma camiseta escrita "100% branco"?
Por falar em Entivi, assisti a Jackass. Putz. É foda. Aquele povo comendo um ovo cozido atrás do outro, até vomitar... quase que eu botei os bagos pra fora junto. E o cara nadando na merda? E o cara com a sunga coberta de abelhas?!? AAARGHH!!
E, como faz tempo que não rola nenhuma letra de música aqui (a última foi You can leave your hat on, e isso foi no comecinho de janeiro), com vocês, Bullet the Blue Sky:
In the howling wind comes a stinging rain
See them driving nails
Into the souls on the tree of pain
From the firefly, a red orange glow
See the face of fear
Running scared in the valley below
Bullet the blue sky
Bullet the blue sky
Bullet the blue
Bullet the blue
In the locust wind comes a rattle and hum
Jacob wrestled the angel
And the angel was overcome
You plant a demon seed
You raise a flower of fire
See them burning crosses
See the flames higher and higher
Bullet the blue sky
Bullet the blue sky
Bullet the blue
Bullet the blue
(Yeah...alright)
So this guy comes up to me
His face red like a rose on a thorn bush
Like all the colors of a royal flush
And he's peeling off those dollar bills
Slapping ;em down
One hundred, two hundred
And I can see those fighter planes
I can see those fighter planes
Across the mud huts where the children sleep
Through the valleys and the quiet city street
We take the staircase to the first floor
We turn the key and slowly unlock the door
As a man breathes into a saxophone
And through the walls we hear the city groan
Outside it's America
Outside it's America
(Ou)Vi esta semana na Entivi a versão de Bullet the Blue Sky, do U2, gravada pelo Sepultura. Ficou fodona. É como se o Bono tivesse usado muito anabolizante. "Bullet the blue sky-y-y...". Uau! Aquele vocalista do Sepultura detona. Mas eu ainda sou mais o Max. Achei trairagem o que o irmão dele fez.
Coisas engraçadas desta semana: A diretora do Monteiro Lobato (a escola) é negra e se chama Deusa. Quando ela se apresentou pra mim, quase que eu perguntei: "Ô, dona Deusa, como é que vai o Léo?!". E a coordenadora pedagógica, então? Ela se chama Zurça (acho que é assim que se escreve...). Zurça, meu Deus! Onde é que os pais dessa moça (muito simpática, por sinal) estavam com a cabeça quando batizaram a moça com esse nome?! Além de a coitada ficar por último em qualquer coisa que dependa de ordem alfabética, ainda tem de carregar esse nome 24/7. Judiação...
Foi engraçado, pq, quando ela se apresentou pra mim, ela disse: "Zur-ça", talvez pra não precisar repetir o nome. Não, pq é quase impossível reprimir um "Como?!" quando se ouve esse nome. Zurça. "Zurça usa sapatos de camurça". "Zurça é a mamãe ursa". Coitadinha. Fico imaginando o que essa menina passou na escola...
Ah, e a escola fica no Jardim Tatiana. Legal, né? Tudo bem que é considerado um bairro "barra pesada", mas aí entra muito preconceito. Não achei nada de anormal.
Puta, e na segunda, quase que eu matei uma menininha. Mas teria sido homicídio culposo. Eu acabara de chegar ao ponto pra pegar o circular pra ir até o terminal, e de lá até a escola, quando o danado apontou. Isso quase nunca acontece. Pelo menos não comigo. Eu sempre fico uns dez minutos esperando o busão passar. Mas na segunda ele chegou praticamente junto comigo. E eu me apressei em esticar o braço pro motorista me ver. Só que eu não vi uma garotinha que vinha andando pela calçada, junto com sua amiguinha. E atropelei a coitadinha, que caiu de bunda no chão, um dos chinelinhos voando pra longe. Fui ajudar a pobrezinha a se levantar, ela arregalou dois enormes olhos azuis pra mim e fez cara de assustada. A amiguinha dela também ajudou.
Daí fui entrar no ônibus e o motorista estava se matando de rir de mim. "É foda, né?!", solidarizou-se ele. "Putz, atropelei a menina...", foi o que eu consegui responder.
E era só segunda-feira.
Essa foi uma das semanas mais inúteis da minha vida.
Fui pra Sorocaba na segunda de manhã, pra levar o papel da Delegacia (eu sei que o termo agora é "Diretoria", mas eu gosto de Delegacia) de Ensino à escola onde peguei as aulas. É necessário que esse papel chegue à secretaria da escola um dia útil depois da atribuição. Como a atribuição fora no sábado... Na escola fiquei sabendo que minhas quatro aulas semanais estavam distribuídas assim: duas na quinta e duas na sexta-feira. Beleza.
Durante o restante da semana, fiquei tentando falar com o dono da Gazeta da Cidade de Piedade, que, detalhe, tinha pedido que eu entrasse em contato com ele pra gente assinar o contrato e eu ir trabalhar no jornal. Um dia o cara tinha ido viajar, no outro tinha ido acudir o caseiro do sítio dele que tinha levado um coice, no outro tinha sido abduzido por um disco voador... até que, na quarta, a secretária dele, Tatiana, por sinal, falou pra eu não ligar mais, que ele entraria em contato comigo. Estou até hoje esperando.
Meu, na boa. Ninguém é obrigado a me contratar. Só que eu acho assim: se ele falou pra eu ligar, então não fica fugindo de mim, porra! Que tenha pelo menos a hombridade de falar: "Desculpa, não deu certo, contratei outro cara", não fique fazendo eu ligar feito palhaço durante a semana inteira.
O caso é que, no ramo jornalístico, tem muita gente "enrolona". Todos pensam que jornalismo virou trabalho voluntário, que é um favor que eles fazem pra gente de deixar a gente trabalhar no jornal deles.
Ah, que se foda! Não vou ficar implorando. Então não vou trabalhar na BucetaGazeta da Cidade.
Daí, na quinta à noite, fui dar minhas duas aulinhas. Ou teria dado, se meu horário não tivesse mudado. Agora, todas as quatro aulas eram na sexta. Só não fiquei mais fodido de bravo por ter saído do recesso do meu lar e, pior, gasto R$ 3,40 de ficha de ônibus pq este horário, no final das contas, é melhor: eu vou lá, dou as quatro aulas e feito.
Foi o que eu tentei fazer na sexta. Só que não me deixaram dar as aulas pq meu exame médico venceu, eu preciso fazer outro, e, sem ele, não posso lecionar. Legal, né? Perdi a viagem. De novo.
Resumo da ópera: fiquei a semana inteira em Sorocaba à toa. Não fiz bosta nenhuma. Não trabalhei, não saí (pq aquele calorzão me deixou literalmente prostrado)... nem ao cinema eu fui. Merda. A semana parece que durou dois meses.
A única coisa legal que aconteceu foi que ontem eu fui até a rodoviária me encontrar com a Tata (que vinha de Guareí e esperava a Andressa chegar pra elas irem pra Piracicaba) e a gente namorou um pouco. Na rodoviária. Romântico, né?
E votei no Jean, pq:
1) Ele não olha pra câmera quando fala no confessionário. Isso pra mim equivale a conversar sem olhar nos olhos, coisa que eu abomino (tanto quanto aperto de mão "frouxo", aqueles em que parece que você está apertando um sapo),
2) Ele não fede e não cheira e
3) Falou mais ou menos que agora é que ele vai botar as manguinhas de fora. Demorou.
Minha "cunhadinha" Amália certa vez estava conversando com suas amiguinhas do colégio e disse: "eu estava conversando com minha irmã e o namorado dela e...". Aí as amiguinhas fizeram a pergunta básica de toda adolescente: "Ele é bonito?!". E a Amália: "...Ele é muito legal...".
E eu acho que a Elane vai levar um puta fora do Jean. Vai perder até o rumo.
Ontem eu estava assistindo a um programa de fofocas (tsc, tsc...) e a narradora dizia mais ou menos assim:
"A Sabrina é gostosa, a Andréia é enxuta, A Joseane era um avião, a Juliana é gostosinha, A Vivi é boa e a Elane é CARISMÁTICA".
Quiá, quiá, quiá!! "CARISMÁTICA!!". Essa foi foda...
Digamos que a atribuição de aulas de ontem não saiu exatamente como o esperado. Após quatro horas de espera, consegui pegar apenas quatro aulas semanais, numa escola que nunca vi. Parecia final de festa. Sabe, quando só sobraram migalhas? Pois é. Duas aulinhas na putaquepariu, três onde o Judas perdeu as botas...
O único ponto bom é que eu não perdi o vínculo, e daqui a aproximadamente duas semanas tem outra atribuição. Sempre acaba aparecendo coisa boa.
Ah, e este mês não tive salário. Mas, como recebi o bônus, ficou elas por elas. É claro que teria sido muito melhor receber o salário e o bônus, mas c´est la vie.
Ia ficar em Sorocaba, mas até voltei pra Guareí, de "desgosto".
Brincadeira. Mas foi ótimo eu ter voltado, pois namorei, claro, e vi a Dida, que fazia um tempão que não aparecia, e Benisa & Ricardo, o casal sensação de Sorocaba.
Veja só que mundo pequeno, caro leitor. Hoje estava tomando cerveja na mercearia do meu pai, aqui em Guareí, um cinegrafista da Band, Toninho, que diz freqüentar a cidade há 12 anos.
Detalhe: ele trabalha com a minha amiga e colega de faculdade Amanda.
Minha "cunhadinha" Amália começou a cursar enfermagem em Jaguariúna ("Jaguariúna quer rodeio, dá, dá, dá..."), enquanto espera o resultado dos outros vestibulares que prestou, entre eles o da UFSCar.
Esses 15 primeiros dias sempre são fodas, do ponto de vista da adaptação e tal, mas ela está tirando de letra.
Estava eu ontem fuçando minhas revistas velhas quando achei uma Putz! (publicação hoje extinta). Comecei a folheá-la de trás pra frente, como é meu costume, quando dei de cara com uma menina de traços orientais seminua. "Caramba, se parece com a Sabrina!", pensei. Daí achei que fosse aquela outra, a Luna Sokol. "Japonesas são todas iguais", deduzi. Daí voltei ao começo do ensaio pra ver o nome da garota. Tava lá: "Sabrina Sato".
Quer dizer então que a garotinha penapolense não é tão "anônima" assim, né?! Ah, e aquele "terceiro olho" dela definitivamente não é "de fábrica", já que nas fotos não há nem sinal dele.
Ela deu uma pequena entrevista à Putz!, olha só alguns trechos:
Hobby: Dançar. Sou modelo e danço no Faustão [isso mesmo, leitor, no Faustão!].
Pra quem faria um strip? Quando eu era pequena [?!], sonhei que tava fazendo um strip-tease pro Jô Soares, mas não faria...
Parte do corpo que mais curte: [essa é clássica!] Minha bunda! E, no rosto, gosto da minha boca! Se o caro leitor quiser procurar a revista no sebo de sua preferência ou, de repente, na sua casa mesmo, é a revista Putz! #19, ano 4, de julho/2001 (com a modelo Aline Moraes na capa).
Parece que, na casa do BBB, nada é o que parece. O Dhomini banca o bom moço mas é um tranqueira, a miss na verdade é "mistress" e a "desconhecida" de Penápolis já foi dançarina do Faustão.
E esse "processo de seleção" dos candidatos ao confinamento na casa, então. Totalmente pra inglês ver. Trocentos inscritos, mas é um jogo de cartas marcadas. Só não vê quem não quer.
A perspectiva de "perder" um sábado inteiro na atribuição de aulas não é das mais agradáveis, mas dado que é o único jeito de ver se eu consigo algumas aulas para este ano, estou considerando como um mal necessário.
Mas, pô, num sábado?!
O jeito vai ser levar o Baudolino pra lá e ver se eu termino o danado...
Coisa boa de ter passado quatro dias em Sorocaba: cinema.
Assisti ao novo James Bond, ao bom O Chamado e ao surpreendente Femme Fatale.
Die Another Day é aquela coisa. Bond, James Bond detonando tudo e traçando as mocinhas e bandidas indiscriminadamente. E tem também o trailer de Demolidor e participação especial de Madonna, que também canta a música tema do filme. Música aliás, que é tocada durante a longa apresentação dos créditos iniciais, com as já tradicionais silhuetas de mulheres nuas, mas que desta vez vêm com uma inovação: algumas são flamejantes, outras feitas de gelo. Espetáculo à parte.
Dizem que Ian Fleming, o escritor criador de James Bond, projetava no personagem tudo aquilo que ele sonhava em ser. Errado. O agente secreto britânico representa tudo aquilo que 99% dos homens heterossexuais quer ser: anda em carrões, come a mulherada (e sempre as mais gostosas!), viaja pelo mundo inteiro e ainda tem "licença para matar" quem se meter no seu caminho!
Aí fica fácil deduzir pq a série 007 é uma das mais longevas do cinema.
O Jurinha levantou uma interessante questão quanto a O Chamado, mais especificamente quanto ao título do filme, The Ring no original. Ele disse que o título tem duplo sentido. O mais óbvio seria o que se refere ao anel (ring, em inglês; mas duvido que alguém ainda não saiba disso depois de O Senhor dos Anéis. Ring, agora, é igual a cat - todo mundo sabe qual a tradução) mostrado no cartaz do filme. Já o mais sutil seria uma referência a to ring, verbo que significa "tocar", com relação a campainhas ou telefones. Tem a ver, já que os personagens recebem um telefonema que diz apenas quanto tempo eles ainda têm de vida após assistir a um estranho vídeo: Seven days.
Filme bem legal, que foge à linha Pânico. Atores não famosos, mas competentes, e uma cena que me causou um arrepio na espinha similar ao que eu tive em algumas cenas de O Exorcista.
Já Femme Fatale mostra Rebecca Romijn-Stamos sensualíssima, contracenando com um Banderas que parece não saber o que fazer com tudo aquilo. Eu estava quase decepcionado com o rumo que as coisas estavam tomando, mas daí o final redimiu o roteiro. Mas mesmo assim há algumas situações do filme que hão de provocar no espectador uma sensação de "Ah, por favor...".
Aviso: Femme Fatale não é o que parece. Parece ser um 9 1/2 Semanas de Amor da vida, mas não é.
Todo mundo se lembra de onde estava quando as Torres Gêmeas do WTC viraram um monte de escombros fumegantes. Eu, por exemplo, tinha acabado de chegar a Sorocaba, vindo de carona com meu amigo Kóin, a esposa e filhos dele e a Paula do Biocão, que, na época, trabalhava como cabeleireira no Shopping Sorocaba.
(Meu assunto agora nem é o WTC, mas preciso abrir um parêntese. Quer dizer que os EUA vão construir no "Ponto Zero" duas torres ainda maiores que as originais, que serão os prédios mais altos do mundo? Pra mim, parece que há por parte dos americanos uma necessidade doentia de compensar alguma outra coisa, quem sabe no sentido fálico. Freud explica)
Também vou sempre me lembrar de onde estava quando a Columbia virou uma estrela cadente no céu dos EUA. Eu estava na casa da Deds almoçando. A bem da verdade, tinha ainda um enorme bocado de comida entalado na garganta.
A notícia estava estranhamente sendo dada pelo Leão no seu programa Sabadaço. "Garanto que isso tá passando em tudo que é canal", falei. Uma das irmãs da Deds deu uma zapeada com o controle remoto pra conferir, mas não achamos nada. Na Globo estava passando o Jornal Hoje, mas nem sinal da Columbia. Um programa de calouros havia "furado" a Globo! Só depois de algum tempo é que o JH deu a notícia. Tudo bem que o Leão não é o que se possa chamar de grande jornalista, com seus comentários muitas vezes desnecessários e quase sempre insistentes e irritantes, mas o programa dele chegou antes de um jornal da Globo, feito por si só memorável.
O pai da Deds, Seu Dirceu, demonstrou preocupação quanto à queda do ônibus espacial sobre a cabeça de algum desavisado, mas eu, na qualidade de única "autoridade" em astronáutica presente, tranqüilizei-o: "Ah, mas o calor da reentrada vai desintegrar a nave antes que ela chegue ao chão". Dito e feito. Os sete pobres astronautas viraram churrasco muito antes do space shuttle chegar a oferecer qualquer perigo real e imediato.
Foi inevitável pra mim a comparação com a explosão de outro ônibus espacial, a Challenger, no longínqüo ano de 1986.
Eu tinha 12 anos na época, e já adorava qualquer coisa que tivesse relação com o "espaço, a fronteira final". Fiquei estarrecido quando a nave virou uma bola de fogo, que logo se dividiu em duas, pouco depois de ter deixado o solo.
Ainda bem que, apenas dois meses mais tarde, o Halley, uma pequena mancha leitosa e alongada próxima às Três Marias (ou cinturão de Órion, para os mais "certinhos"), fez com que eu olhasse novamente para o céu noturno com o assombro e a admiração que os corpos celestes ainda hoje exercem sobre mim.
Pena que esse ano não haja nenhum cometa a cruzar a órbita da Terra...
Um dos amigos do Fabrício disse que "a chance de algo dar errado é muito grande", devido ao grande número de variáveis envolvidas. É como se a Lei de Murphy fosse elevada à décima potência.
Ele tem razão. É de se admirar que tais catástrofes não aconteçam com maior freqüência.
Depois vem aquele povo falando do número 16. A nave decolou no dia 16, ficou 16 dias em órbita, faltavam apenas 16 minutos pra ela pousar, o nome "George Walker Bush" tem 16 letras... Pergunto: pq os "videntes" não previram ( cuja etimologia significa exatamente "ver antes") então a catástrofe? Ficar cavando coincidências, algumas muito das forçadas, depois que o fato acontece, aí, até eu.
Quer dizer então que os japoneses inventaram o "manto da invisibilidade"! Putaquepariu, como é que pode?! Esses caras são fodas, mesmo. Bem que o Juraci fala que queria ter nascido japonês, pra ser inteligente desde pequenininho e jogar videogame o dia inteiro.
Eu tinha um professor no cursinho que dizia assim: "Quer passar no vestibular? Então fique na porta da escola com um revólver e acerte todo japonês que você vir!".
Acordei hoje de manhã e estava assistindo à Olga Bongiovani (adoro esta mulher!). Ela estava naquela parte do programa em que ela lê as manchetes dos principais jornais. Foi quando ela mostrou a foto do japonês invisível na Folha. Desacreditei na hora. Apesar de estar sozinho na sala, não pude conter a exclamação "Como é que pode?!".
É claro que tive de comprar o jornal a caminho de Guareí, na rodoviária de Sorocaba.
Mas continuo não acreditando (não é que eu não acredito no sentido de que eu acho que os caras estão nos enganando, é "não acredito" no sentido de "putaquepariu!", mesmo).
O foda é que já estão especulando usos militares pra esta tecnologia. Já pensou, um soldado invisível?
Guareí, SP - Estava em Sorocaba desde segunda, primeiro pq tinha um compromisso terça de manhã e segundo pq achei que a atribuição de aulas seria hoje. Não vai. Vai ser sábado. Daí que vim pra Guareí e vou ficar aqui até pelo menos amanhã às cinco da tarde. Na melhor das hipóteses, volto pra Sorocaba no sábado mesmo, de manhãzinha.
A Tata ainda continua em Sanca, e sei que em ótimas mãos (Deds e Ísis & Fabrício). Mas isso não impede que eu sinta muita saudade.
O fato é que a gente sempre fica muito "mal acostumado" durante as férias. Nos vemos todos os dias, sabe como é.
Então a pior parte da volta ao "mundo dos adultos", como a Tata gosta de dizer, é sempre ter de conviver novamente com a distância.
Tem certas coisas que pedem urgência, como contar alguma coisa engraçada que se viu ou que aconteceu com você durante o dia, ou mesmo desabafar de alguma coisa que te encheu o saco. Coisas que um telefonema ameniza, mas nunca resolve totalmente.
Como é mesmo que diz aquela música do Jota Quest? "A obrigação da tua voz é estar aqui". É bem por aí, mesmo.
Tô indo embora. Vou dar uma passadinha na ótima banca / livraria que tem aqui e vou descer pra pegar o busão, que já está quase na hora.
Tchau! Até o final de semana!
Campinas, SP, Rodoviária - É isso mesmo, Rodoviária. Estou acessando a Internet através de um "Orelhão.com". Legal, né?! Aqui na rodoviária de Campinas foi o único lugar que eu achei que oferece este serviço. Achei bem legal.
Você percebe que está ficando viciado em blogar quando começa a fazê-lo de uma rodoviária, mas tudo bem. Foi o jeito que eu achei pra matar o tempo até as 11h30, que é quando sai o Ituano pra Sorocaba.
A Tata acaba de me deixar aqui que nem cachorro. Brincadeira. É que ela tinha que ir pra Unicamp o quanto antes pra encontrar a Andressa e mais uma moça lá. Coisas a fazer.
E, de quebra, uma da Sabrina mostrando (meio) peito:
Me dê de presente o teu bis ]
Sábado, Fevereiro 01, 2003
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7:13:43 PM
Dia 29 foi dia do jornalista (segundo Fabrício & Ísis, pq eu mesmo nem lembrei). Parabéns pra nós (e pra torcida do Corinthians, pq agora todo mundo pode ser jornalista, né...).
São Carlos, SP - O PDNF está sendo escrito hoje diretamente da casa do Fabrício, em Sanca. Chegamos aqui hoje por volta do meio-dia (bem na hora da explosão do Columbia!) e fomos direto pra casa da Deds. Almoçamos lá (delícia!) e daí Ísis & Fabrício passaram lá pra buscar a gente pra conhecer o apartamento da Ísis. Ela foi fazer escova pq tem um baile de formatura pra ir hoje à noite (chique, a mulher), enquanto Fabrício, Tata & eu assistimos ao clássico Guarani X Ituano. O glorioso time de Campinas ganhou de 2 X 1, para alegria do Fabrício.